13.10.03



lar, doce lar
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))) Em Cleveland, a torcida espera há
meses pelo jogo desta segunda-feira




Em todo o estado de Ohio, não se fala em outra coisa: LeBron James estréia hoje diante de sua torcida. É apenas um amistoso da pré-temporada, mas a Gund Arena vai estar apinhada de gente como nunca esteve em todo o campeonato passado. Tudo para dar as boas vindas ao novo herói local.

Para aumentar ainda mais a expectativa, os Cavaliers jogam pela primeira vez em casa e já têm duas vitórias na bagagem. Para espanto geral, os pupilos de Paul Silas se aventuraram numa estrada generosa e já deixaram dois adversários comendo poeira: Detroit e Atlanta. A partida de hoje, contra o Milwaukee Bucks, serve para apresentar o novo time aos fãs e pegar fôlego para três compromissos seguidos em Los Angeles: dois contra os Lakers de Shaq, Malone, Payton e, quem sabe, Kobe; e o do meio contra os Clippers de Glen Rice.

Esta noite é uma oportunidade perfeita para LeBron fazer sua primeira exibição de gala. Diante de Pistons e Hawks, o fenômeno colegial esteve tímido, com médias de sete pontos e cinco assistências. Hoje, o empurrão das arquibancadas será fundamental para a terceira vitória e, quem sabe, o primeiro show. É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer ver.

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Dikembe Mutombo estreou ontem pelo New York Knicks. Seu primeiro arremesso sequer tocou no aro e os números finais se resumiram a quatro pontos e três rebotes. Foi justamente em cima dele que Tim Duncan fez a festa e comandou a tranqüila vitória do San Antonio Spurs. Detalhe: Keith Van Horn (outro ex-Nets e atual Knicks) foi vaiado insistentemente pela torcida no Madison Square Garden.

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foto . nbae

12.10.03



explosão iminente
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))) Pau Gasol tenta segurar o
irmão Marc, do FC Barcelona



Para falar a verdade, ele nunca chegou a encher meus olhos. Sempre vi uma ponta de exagero em toda aquela badalação. Mas a temporada 2003-2004 se aproxima e eu preciso dar o braço a torcer: algo me diz que este é o ano de Pau Gasol.

Para começo de conversa, ninguém teve um período de férias mais produtivo que o dele. O que deveria ser uma oportunidade de descanso acabou se tornando um treinamento intensivo de nível profissional. No mês passado, o ala do Memphis Grizzlies foi o melhor jogador do campeonato europeu. Defendendo a Espanha, ele manteve média de 26 pontos por partida, levou sua seleção à medalha de prata e garantiu uma vaga nas Olimpíadas de Atenas.

As atuações impressionaram os jornalistas que cobriam o torneio. Com cerca de 12 quilos a mais, Gasol mostrou um vigor físico nunca visto em seus dois anos de NBA. Na terceira temporada que se aproxima, prever a explosão de um novo craque parece ser uma aposta segura.

O foco de esperança se renovou na semana passada, quando o Memphis foi à Europa e bateu o Barcelona por 91 a 80, diante de um ginásio lotado. Os torcedores fanáticos não sabiam se torciam pelo time local ou pelo herói nacional que segue fazendo fama no basquete americano. O fato é que Gasol marcou 18 pontos, pegou nove rebotes e saiu de quadra com um troféu de MVP.

Com a chegada de Mike Miller ao Memphis, o espanhol não se sente mais tão solitário na tarefa árdua de garantir uma pontuação consistente para o time a cada noite. Conhecendo o trabalho sério do técnico Hubie Brown, fica fácil prever uma temporada um pouco mais sólida para os Grizzlies. E se todo grande time começa com um grande craque, já temos meio caminho andado.

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foto . jesse garrabrant/nbae

11.10.03



. bloco de notas
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todo sábado, um passeio rápido pela liga

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))) Yao Ming voltou mais forte para 2003-2004


s a l v a d o r

O técnico é novo, a roupa é nova, o ginásio é novo, e lá está o Houston Rockets com os mesmos problemas de sempre. Com três jogos e três derrotas, o time registra a pior campanha deste início de pré-temporada. Enquanto Jeff Van Gundy lubrifica as engrenagens, resta à torcida uma esperança chinesa: vem aí Yao Ming, versão 2004. Ausente das duas primeiras partidas, o pivô chinês estreou na sexta-feira contra o Seattle. Não conseguiu evitar o terceiro fracasso, mas teve boa atuação, anotando 20 pontos e 10 rebotes. Com mais massa muscular, Yao parece mais forte no garrafão e, de quebra, está falando um inglês quase perfeito. Com a cabeça mais tranqüila, a confiança aumenta. A medalha de ouro no Pré-Olímpico asiático e o carimbo no passaporte para Atenas deram ao gigante chinês o estímulo necessário para os novos tempos. Resta confirmar a boa fase em quadras americanas.

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c a s a c a

Vestindo um terno marrom, Latrell Sprewell levantou do banco em pleno Madison Square Garden e gritou para todo mundo ouvir: “É isso aí! É disso que eu estou falando!”. O sorriso aberto denunciava a felicidade. Ainda corria o primeiro quarto de Wolves x Knicks, no sábado, e Spree via seu atual time abrir larga vantagem sobre seu ex-time. Não havia ali sombra de constrangimento, e é assim mesmo que a banda toca. Apesar de uma contusão incômoda, Latrell vive a expectativa do começo de uma vida nova. Em breve, ele volta a jogar e, mais que isso, abre uma perspectiva animadora na NBA. Com Kevin Garnett tinindo e Sam Cassell inspirado, este Minnesota pode se tornar uma das maiores combinações de arte e eficiência em toda a liga.

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m a r k e t i n g

Inicialmente marcado para a próxima segunda-feira, o teste de Dennis Rodman em Denver foi adiado. Aqui peço licença para remar contra a corrente. Sei que todo mundo gostaria de ver o bad-boy em quadra outra vez, e concordo que tal transação seria uma maravilha do marketing para os Nuggets e para a NBA em geral. Temo, entretanto, que Rodman caia como uma bomba num elenco que, aos poucos, vai se equilibrando. Como folclore pode ser muito bonito, mas passado não ganha jogo. O novo Denver não precisa de um jogador velho e indisciplinado que, como sempre, está de olho nos holofotes.

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r e l â m p a g o

Vai entender a cartolagem! A diretoria do Phoenix Suns mal contratou o armador Brevin Knight e já está trabalhando para se livrar dele. Tem sido um telefonema atrás do outro. Com a intenção de resguardar os jovens Raul Lopez e Carlos Arroyo, o Utah Jazz é um dos times interessados numa possível troca. A movimentação cai bem para Leandrinho, que anda distribuindo boas assistências nos amistosos e parece ter agradado ao técnico Frank Johnson. No sábado, contra o Denver, ele jogou mais tempo que Stephon Marbury e marcou 13 pontos.



((((( z o n a ))))) ((((( m o r t a )))))

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* Durante a semana, Shaquille O’Neal declarou que pode jogar pelo menos mais sete temporadas. Duvido muito.

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* Glen Rice está de volta a Los Angeles, desta vez com os Clippers. Pode ser bom negócio para ambas as partes.

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* O Charlotte Bobcats, franquia que estréia na NBA em 2004-2005, quer contratar o dirigente italiano Maurizio Gherardini, do Benetton Treviso.

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* Acredite se quiser: com seus famosos 2,31m, o ex-pivô do Washington Bullets Manute Bol vai virar jockey. Depois das lutas de boxe e do hóquei no gelo, o gigante resolveu tentar as corridas de cavalo. Tudo isso com o objetivo de arrecadar fundos para vítimas da guerra civil no Sudão.

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:) APLAUSOS para o Miami Heat, que se mantém invicto na pré-temporada. Mesmo desacreditado, o time já bateu Sixers, Hawks e Magic. Quem diria...

:( VAIAS para os indisciplinados do Portland Trail Blazers, que nunca se emendam. Na semana passada, Zach Randolph teve problemas com álcool e Qyntel Woods foi pego dirigindo com a carteira vencida.

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foto . nbae

10.10.03



com licença, minha vez
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))) Carmelo estreou bem


LeBron James conseguiu um passe perfeito aqui, uma enterrada de impacto ali, mas no frigir dos ovos passou sem muito alarde em seus dois primeiros jogos da pré-temporada. Carmelo Anthony, que até ontem não tinha estreado, viu tudo quieto. E quando chegou a sua hora de entrar em quadra, não decepcionou.

O terceiro escolhido no draft 2003 comandou o Denver Nuggets na vitória de 113-100 contra o Phoenix Suns, ontem à noite. Os números não chegam a ser muito expressivos: 19 pontos, três assistências e dois rebotes. Mas quem viu o menino em ação garante que foi uma largada animadora.

Diante de sua torcida, Carmelo parecia confiante desde o início. No primeiro arremesso, com pouco mais de dois minutos de jogo, fez uma cesta de três pontos. O deleite dos fãs, no entanto, veio no segundo quarto, quando ele passou a bola por baixo do aro e executou uma bandeja de costas, à la Michael Jordan.

De uniforme novo e elenco renovado, o Denver teve na partida de ontem uma boa prévia do que pode vir por aí. Que Kiki Vandeweghe é um cartola estranho, ninguém duvida. Mas é impossível acusá-lo de qualquer coisa nesta pré-temporada. No escritório, a portas fechadas, ele mexeu os pauzinhos na medida certa e cercou Carmelo de talento. Ontem, o calouro contou com a generosa contribuição de Voshon Lenard (16 pontos), Andre Miller (14) e Earl Boykins (12). Até o japa Yuta Tabuse foi bem, com 11.

No Phoenix, Joe Johnson voltou a impressionar, com 22 pontos. Leandrinho fez apenas cinco, mas registrou seis assistências. Bom sinal. Visão de jogo é tudo que o técnico Frank Johnson quer dele.

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Sem Kobe Bryant e com mais uma atuação discreta do trio Shaq-Malone-Payton, o Los Angeles Lakers já perdeu a primeira: 99-83 para o Golden State.

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Alonzo Mourning voltou a enfrentar o New York Knicks e parece ter gostado. No clássico local, o pivô marcou 13 pontos e liderou o New Jersey Nets (sem Jason Kidd) na vitória por 84-75.

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Por falar em Knicks, Latrell Sprewell já se machucou e não deve enfrentar seu ex-time no sábado. O ala desfalcou o Minnesota Timberwolves ontem, no triunfo sobre o Milwaukee Bucks.

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Logo mais, Pau Gasol volta à Espanha natal com o Memphis Grizzlies para enfrentar o Barcelona de Anderson Varejão.

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foto . Garrett elwood/nbae

9.10.03



chegando a hora
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))) Chandler sobe com O’Neal



De uns tempos para cá, a pressa de formar craques tem criado um paradoxo na NBA. Ano após ano, diversos jogadores pulam a universidade e migram direto do segundo grau para o profissional. A adaptação difícil acaba criando, de imediato, uma queda de nível. Em média, os garotos apanham nos dois primeiros anos e desabrocham no terceiro. Foi assim com Kobe Bryant e Tracy McGrady, por exemplo. Alguns conseguem encurtar um pouco este prazo (vide Kevin Garnett) e outros chegam a levar mais de quatro anos para mostrar serviço (vide Jermaine O’Neal).

Os exemplos acima provam que as escolas têm fornecido talento de primeira linha ao basquete americano, desde que haja paciência para esperar a evolução. Em 2001, os dirigentes pareciam contaminados pela empolgação e talvez tenham exagerado na dose. Foram três colegiais entre os quatro primeiros do draft: Kwame Brown, Tyson Chandler e Eddy Curry.

Diante da estatística, chegamos à temporada 2003-2004 com uma pergunta que não quer calar: será que chegou a hora deste trio?

Após dois anos acumulando médias de 6.2 pontos e 4.6 rebotes, Brown tem sido apontado como a pior jogada da carreira de Michael Jordan. A porção cartola do ex-craque investiu no jovem ala-pivô, mas até agora os resultados não apareceram.

No início da pré-temporada, Brown parece disposto a seguir os passos de Kobe e T-Mac. Em duas partidas pelo Washington Wizards, subiu a média para 14 pontos e sete rebotes. Será o indício de uma guinada na carreira? Ou apenas a empolgação natural nos primeiros amistosos? Só o tempo dirá.

O curioso é que Chandler também atingiu um número expressivo na estréia do Chicago Bulls. Contra o Indiana Pacers de Rick Carlisle, o pivô marcou 11 pontos e pegou cinco rebotes. Até aí, nada de extraordinário. A novidade é que ele distribuiu oito tocos ao longo da partida! Certamente trata-se de uma performance atípica, mas não custa nada encarar o fato como um estímulo na temporada que se inicia.

Resta esperar por Eddy Curry, que desfalcou os Bulls devido a um tendão lesionado na perna esquerda. De olho nos playoffs, o técnico Bill Cartwright sabe que a classificação só será possível se seus dois grandalhões deslancharem.

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Ainda não deu para avaliar o quarteto fantástico do Los Angeles Lakers. Kobe Bryant sequer entrou em quadra contra o Golden State na terça-feira. Shaq, Payton e Malone estiveram discretos.

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Logo mais, na estréia de Carmelo Anthony, Leandrinho e Nenê fazem o primeiro duelo de brasileiros na NBA. Ponto para o nosso basquete.

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Quem também estréia hoje é o renovado Minnesota Timberwolves. Garnett, Sprewell, Cassell e Olowokandi visitam o Milwaukee Bucks. Se a química der certo, esse time vai ficar enjoadíssimo...

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O New York Knicks anuncia nos próximos dias a contratação de Dikembe Mutombo. Só um milagre nova-iorquino salva o gigante africano de um fim de carreira melancólico.

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foto . ron hoskins/nbae

8.10.03



alívio na estréia
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))) Os passes salvaram LeBron ontem


Corria a metade do primeiro período quando LeBron James tentou cruzar o garrafão do Detroit Pistons e encontrou dois marcadores ávidos por um toco. Sem olhar, o ala do Cleveland Cavaliers passou a bola por trás das costas e deixou Zydrunas Ilgauskas livre para uma enterrada.

Foi a senha para conquistar as arquibancadas e garantir o toque de magia na estréia. O público que lotava o ginásio em Auburn Hills vaiou o garoto durante a apresentação oficial, mas não resistiu ao passe à la Magic Johnson.

Até o fim do jogo, foram mais seis assistências. Cá entre nós, este número poderia ser bem maior. Mas, como vocês sabem, assistência só existe a partir do momento em que o companheiro faz a cesta. E a rapaziada do Cleveland desperdiçou várias, algumas até muito fáceis, impedindo que LeBron evoluísse na tábua de estatísticas.

Se dependesse dos pontos, a estréia teria sido discreta. Foram apenas oito, com quatro arremessos convertidos em 12 tentados. Média fraca, mas tudo bem. O ingresso valeu pelos passes e, claro, pelo resultado. Afinal, começar o período de amistosos batendo os Pistons em Detroit não deixa de ser um elemento simbólico para um time que venceu apenas 19 vezes no último campeonato (incluindo a pré-temporada).

O técnico Paul Silas deve ter respirado com alívio. Começar com uma derrota seria emblemático no sentido negativo. Vencer fora de casa foi a largada perfeita para quem está disposto a apagar o passado recente e desenvolver uma nova rotina, cada vez mais distante dos fracassos.

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Contra o New Jersey, Leandrinho teve mais tempo de quadra (21 minutos) do que o titular Stephon Marbury (19) e o rival de banco Brevin Knight (17). Ainda assim, terminou com apenas cinco pontos e duas assistências. Marbury, Shawn Marion e Penny Hardaway, os astros do time, somaram 10 pontos. A artilharia ficou por conta dos garotos Amare Stoudemire (25 pontos) e Joe Johnson (17).

A evolução de Johnson, por sinal, reduz as chances de Leandrinho disputar a posição 2. Mas não há motivo para pânico. O brasileiro tem tudo para assumir a condição de reserva imediato na armação principal. Knight não está com essa bola toda.


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foto . nbae

7.10.03



terça-feira gorda
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))) LeBron atrai todos os microfones



Até agora, foram dois jogos em dois dias. Jazz e Grizzlies venceram suas partidas numa espécie de ensaio da pré-temporada que se apresenta, um início suave para não assustar os torcedores sonolentos. Hoje, contudo, o despertador vai tocar mais forte. Para os desavisados que ainda não acordaram, a NBA reservou uma terça-feira farta em emoções. É dia de testar, na prática, os três maiores atrativos do ano.

A começar pela aguardada estréia de LeBron James. Coube ao Detroit Pistons de Darko Milicic a honra de abrir as portas do basquete profissional para o menino-prodígio. Como se não bastasse a enorme expectativa, o jogo ainda registra o duelo dos dois melhores calouros do draft 2003. Pena que a TV não traga ao Brasil este embate inaugural entre LeBron e Darko. A próxima oportunidade de ver os dois dividindo a mesma quadra só virá em 28 de novembro.

Dos mais afoitos aos mais cautelosos, todos os olhos estarão voltados para cada movimento do fenômeno colegial. A imprensa americana, podem ter certeza, vai tecer extensas crônicas sobre a partida. E na verdade tudo isso vai significar muito pouco. É só o primeiro dia de uma carreira que deve atravessar vários anos.

O segundo ponto alto da terça-feira reúne quatro carreiras que já somam cinco décadas. Com Shaquille O’Neal, Kobe Bryant, Karl Malone e Gary Payton na linha de frente, o Los Angeles Lakers enfrenta o Golden State Warriors de Nick Van Exel, que por sua vez adora aprontar contra ex-times. É o passo inicial de uma caminhada que, além de ressuscitar os tempos de showtime, pode devolver os tricampeões ao caminho do sucesso. Exagero? A conferir.

O terceiro atrativo diz respeito especificamente a nós, brasileiros: Leandrinho Barbosa enverga a camisa 10 do Phoenix Suns contra o New Jersey Nets, que promove seu primeiro teste com Alonzo Mourning. Ficam os votos de boa sorte ao nosso armador. Que ele possa, ao lado de Nenê e Alex, construir um cantinho confortável para o nosso basquete em território americano.

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Acabou o fôlego? Pois saiba que a rodada ainda tem Philadelphia x Miami (em Porto Rico), New York x Washington, Orlando x Dallas, Houston x Portland e L.A. Clippers x Sacramento.

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6.10.03



o carrossel de sloan
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))) Lopez faz parte do rodízio



Sabe-se lá que drinques e aperitivos o elenco do Dallas andou beliscando no México, mas o fato é que, ao cair da noite de ontem, o esquadrão texano tombou diante do jovem e limitado Utah Jazz (90-85). Evitemos, por favor, qualquer comentário do tipo “Viu? A diferença não é tão grande assim”. Claro que é. Não há termos de comparação entre um time e outro. Mas começo de pré-temporada é o habitat natural de todas as zebras.

A partida teve alguns detalhes curiosos. Para começar, enquanto os Mavs tinham apenas seis reservas, 14 indivíduos se espremiam no banco do Jazz. E Jerry Sloan usou todos! Tome nota da lista: Kirilenko, Clark, Bell, Ruffin, Postell, Okulaja, Grant e os calouros Lopez, Pavlovic, Borchardt, Handlogten, Boyette, Williams e Alexander. À exceção de Grant, ninguém jogou menos de nove minutos.

Rotação é isso aí.

Lopez e Pavlovic, os dois cestinhas da equipe, marcaram 10 pontos cada. Com tanto entra-e-sai, não podia ser diferente. Harpring jogou apenas nove minutos e Kirilenko decepcionou anotando apenas um ponto.

Por outro lado, o Dallas entrou com uma daquelas escalações experimentais de Don Nelson, sem pivô: Nowitzki, Najera, Jamison, Nash e Welsch (Finley não jogou). Jamison e Nowitzki escaparam razoavelmente bem, mas Nash saiu de quadra zerado.

Quem aproveitou foi Travis Best: entre todos os presentes, só perdeu no quesito tempo de jogo para o prata-da-casa Eduardo Najera. O mexicano, por sinal, frustrou os conterrâneos. Após 33 minutos em quadra, saiu com seis faltas e oito pontos.

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Aberta a porteira, vamos em frente. Hoje tem Grizzlies x Bucks, mas é amanhã que a coisa começa a esquentar. Aguardem.

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foto . nbae

5.10.03



sombreiro e água fresca
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))) No México, Najera inaugura hoje a pré-temporada



Início de outubro é assim. Os cartolas vão sossegando, os elencos vão se afinando e os refletores se voltam para os verdadeiros artistas. Logo mais, em plena Cidade do México, Dallas e Utah dão a largada nos amistosos da pré-temporada. Serão 114 jogos até o dia 24, tempo razoável para azeitar a salada antes que a bola suba para valer.

Neste domingo de abertura, entretanto, o clima ainda é de sossego. Mais que um embate técnico, a NBA reservou para a partida inaugural um evento festivo, com significado especial para um atleta: Eduardo Najera, o verdadeiro dono da casa. Pela primeira vez, o ala mexicano visita sua terra natal com os Mavericks a tiracolo.

Se Don Nelson tiver o mínimo de sensibilidade, Najera será titular no lugar do estreante Antawn Jamison e ficará em quadra por um bom tempo. Há de ser um dia histórico para os torcedores locais, que, inflados de orgulho patriótico, certamente vão lotar o Palácio dos Esportes.

Fosse um jogo normal, valendo pelo campeonato, e qualquer gato-mestre amador apostaria todas as fichas num massacre do Dallas. Afinal, quem tem Nowitzki, Nash, Finley e Jamison (vamos deixar Najera fora disso) não pode sequer pensar em perder para este Utah desfigurado, sem Malone, Stockton ou qualquer outra dupla que os substitua com alguma dignidade.

Tudo bem, certas verdades devem ser ditas a respeito da trupe de Jerry Sloan: Andrei Kirilenko tem evoluído a olhos vistos; Matt Harpring é um estupendo chutador; Keon Clark é um pivô versátil; Carlos Arroyo é um das promessas do basquete latino-americano; e Raja Bell adoraria mostrar serviço diante do ex-time. Ainda assim, entre Mavs e Jazz existe o muro intransponível que separa um sério candidato ao título de um sério candidato a ficar com a primeira escolha do próximo draft.

Mas, por enquanto, é só um inocente amistoso de pré-temporada, regado a tequila, protegido por sombreiros e embalado ao som dos mariachis.

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foto . nbae

4.10.03



. bloco de notas
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todo sábado, um passeio rápido pela liga

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))) Parker vai levar Duncan para passear em Paris


t u r i s m o

A cidade-luz não perde por esperar. Com camisas floridas e câmeras fotográficas na bagagem, a delegação do San Antonio Spurs partiu hoje rumo a Paris, onde ficará durante uma semana. A parte profissional do pacote se resume a um amistoso com o Memphis Grizzlies, quarta-feira, no imponente ginásio Palais Omnisports. O resto é pura diversão. “Não vou me preocupar muito com basquete. Vamos relaxar”, avisa o técnico Gregg Popovich. No que depender do nativo Tony Parker, os atuais campeões da NBA vão cumprir um extenso roteiro turístico. Na volta para os Estados Unidos, a equipe ainda faz visitas a Sixers, Knicks e Heat antes de voltar para casa. O pivô reserva Malik Rose encara a seqüência de viagens como um ensaio para o que chama de Rodeo Trip: em fevereiro, o SBC Center será alugado para uma competição de caubóis, e o time da casa terá de procurar outras vizinhanças para mandar suas partidas.

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s u r p r e s a

Kobe Bryant não deu as caras na quinta-feira para o início dos treinamentos do Los Angeles Lakers no Havaí. O motivo (óbvio) era o fator psicológico, devido à expectativa pelo depoimento preliminar no julgamento por estupro, marcado para semana que vem. De uma hora para outra, no entanto, o craque mudou de idéia, fez as malas e se mandou para a terra do surfe. Chegou na manhã de hoje e já se juntou ao grupo. No treino de ontem, quase todos os atletas fizeram questão de demonstrar solidariedade. “Queremos criar um sistema de apoio para ele”, disse Rick Fox. A volta para a Califórnia está prevista para o dia 9, justamente quando Kobe tem de se apresentar ao tribunal do Colorado.

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l a p s o

Quem também começou o ano letivo matando aula foi Latrell Sprewell, novo astro do Minnesota Timberwolves. Enquanto os companheiros davam as primeiras entrevistas no tradicional media day, Spree descansava tranqüilamente em sua casa em Milwaukee. Segundo o jogador, uma carta enviada por seu empresário informava que ele deveria iniciar os trabalhos “na sexta, dia 2” (sexta, na verdade, foi dia 3). Estranhando a ausência, o técnico Flip Saunders ligou para Sprewell, que imediatamente pegou o carro em direção a Collegeville. Foram cinco horas de estrada para evitar que a nova fase começasse com essa mancha.

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f e s t a

Nem o atraso de Spree diminuiu o clima de euforia em Minnesota. A alegria desenfreada se explica pela renovação do contrato de Kevin Garnett. US$ 100 milhões por seis anos. Vale a pena? Como vale! Esta pode ter sido a melhor canetada de toda a pré-temporada, até porque Garnett já tinha manifestado a intenção de navegar no mercado ao fim do próximo campeonato. O proprietário Glen Taylor e o gerente Kevin McHale foram pessoalmente a Los Angeles, onde o jogador curtia suas férias, e usaram argumentos simples: 1) Nenhum outro time teria tanto dinheiro para oferecê-lo no ano que vem; 2) Não custa nada testar o vigor do novo elenco, com os reforços de Spree, Olowokandi e Cassell.



((((( z o n a ))))) ((((( m o r t a )))))

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* Está aberta a temporada de contusões. Nick Collison, calouro do Seattle, só volta daqui a um ano. Caron Butler, do Miami, e Jonathan Bender, do Indiana, também baixaram no estaleiro.

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* Depois da tempestade, vem a inteligência. Já que não tem outro jeito, Jermaine O’Neal sossegou e está disposto a não criar problemas para Larry Bird.

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* O Atlanta mudou sua direção, segurou Jason Terry, contratou Stephen Jackson e ainda se mantém, disparado, como pior time do Leste.

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* O Memphis renovou com Mike Miller por seis anos e o Philadelphia ofereceu quatro a Eric Snow. Nos dois casos, me parece um baita exagero.

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:) APLAUSOS para o brasileiro Alex, que driblou o draft e conquistou a comissão técnica dos Spurs. Fica a torcida para que ele seja aprovado até janeiro, quando o time tem a opção de interromper o contrato de dois anos.

:( VAIAS para o Utah Jazz, que perdeu seus craques e fracassou de forma patética na tarefa de preencher os buracos. É um dos grandes candidatos à lanterna da temporada.

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foto . clarke evans/nbae

21.9.03



VOU ALI COMER UM BOLO E JÁ VOLTO




No decorrer desta semana, o Rebote completou seu primeiro ano de vida. Em 19 de setembro de 2002, este espaço entrava no ar com dois pequenos textos: um sobre a aposentadoria de Patrick Ewing; outro sobre a indecisão de Michael Jordan quanto a jogar mais uma temporada.

Pois Jordan resolveu ficar, Ewing passou para o lado dos cartolas e, exatamente um ano depois, aqui estamos soprando velinhas pela primeira vez.

O que era para ser apenas um exercício pessoal diário acabou atraindo um bocado de gente. Graças à fidelidade dos amigos (na maioria dos casos, amigos que eu nunca vi na vida), o contador já vai rodando na casa das 16 mil visitas. No fundo, não é a numeralha que importa, e sim as participações, os comentários, o simples ato de passar os olhos nos textos.

Como presente de aniversário, o Rebote aproveita as águas calmas desta entressafra de basquete e tira duas semanas de folga. É tempo suficiente para tomar fôlego e recarregar as baterias, de olho num campeonato que promete.

O retorno fica marcado para 4 de outubro, um dia antes de Dallas x Utah, partida que abre a pré-temporada.

Aí vai começar tudo de novo. Salvo algum imprevisto, a volta já será em ritmo diário.

Obrigado a todos por estes 12 meses.

Um abraço em cada um de vocês,

Rodrigo Alves

14.9.03



2010: UMA ODISSÉIA NA EUROPA




Em 7 anos, Nowitzki pode jogar literalmente em casa



Imaginem a cena. Aos 26 anos, no auge da forma, LeBron James toma um avião com seus companheiros de time e, durante sete horas, os Cavaliers cruzam o Atlântico rumo à Espanha. Na noite seguinte, Cleveland e Barcelona se enfrentam diante de uma platéia ensandecida que lota o ginásio do clube catalão. Fim de partida, e os americanos viajam de volta já pensando no próximo compromisso, contra o poderoso Denver de Nenê e Carmelo Anthony. Tudo isso válido pela NBA.

Difícil acreditar? Por via das dúvidas, convém ir se acostumando com a idéia.

O manda-chuva David Stern já cogitou a hipótese, vários jogadores têm opinado sobre o assunto e uma legião de dirigentes vem estudando todos os detalhes: até o fim da década, se tudo der certo, a liga profissional dos Estados Unidos vai expandir seus horizontes para o outro lado do oceano.

Stern ainda não sabe de que forma isso vai ser feito, mas julga que este é um caminho inevitável. A possibilidade mais forte seria convidar duas equipes européias para integrar a NBA a partir de 2010, o que pode criar cenas insólitas como esta aí de cima. A idéia parece um tanto irreal por conta das viagens exaustivas, mesmo se o calendário permitir que cada time americano vá à Europa apenas uma vez por temporada e faça lá uma seqüência de jogos.

“O maior problema seria esta cota extra de viagens”, confirma o pivô Marcus Camby. “As pessoas não têm idéia de como isso é cansativo. Os deslocamentos dentro do nosso país já são duros o bastante.”

O plano B seria instituir uma nova liga só com times europeus. Para isso, novas equipes seriam criadas ou as atuais seriam aproveitadas? Ainda não dá para responder a essa pergunta. Ninguém sabe se clubes tradicionais como Barcelona e Treviso se submeteriam a um selo genuinamente yankee. Em todo caso, algumas cidades já estão sendo estudadas como possíveis alvos. Barcelona, Milão, Paris, Londres, Atenas e Berlim saíram na frente.

Além da escolha das sedes e da logística das viagens, a decisão ainda depende de uma infinidade de outros fatores, como as condições técnicas dos ginásios, o potencial interesse do público e as barreiras do idioma.

Até lá, muita água vai rolar debaixo da ponte.

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PORTEIRA ABERTA - Não custa lembrar que, no ano que vem, o Charlotte Bobcats entra em cena, elevando para 30 o número de franquias da liga. A entrada dos europeus reabriria a velha polêmica do inchaço. Será bom ou mau negócio?

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POSSE - A avalanche de estrangeiros na NBA, por sinal, está causando um tumulto que nós já conhecemos bem no âmbito do futebol internacional. Os times pagam salários astronômicos a seus atletas e são obrigados a liberá-los para defender suas seleções em torneios mundo afora. Mark Cuban, por exemplo, ficou feliz da vida ao saber que Canadá e Alemanha não se classificaram para as Olimpíadas de Atenas. Assim, o dirigente vê menos risco de contusão para Steve Nash e Dirk Nowitzki. Reclamar, tudo bem. O que não pode é começar a proibir, como tentam fazer os gigantes do futebol na Europa.

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E AGORA ? - Após dizer um milhão de vezes que desejava ficar em Atlanta, Jason Terry assinou um pré-contrato com o Utah Jazz. A diretoria dos Hawks tem uma semana para cobrir a oferta. “Diante da estrutura do elenco e das incertezas sobre a possível venda da franquia, estou pronto para mudar de ares”, explicou o armador. “O Utah fez uma proposta extremamente difícil de ser coberta.” Será mesmo? Durante todo o verão, a cartolagem de Atlanta garantiu que nenhuma quantia seria o bastante para tirar Terry da equipe. Resta esperar para ver.

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ULTIMATO - Cansado da via-crúcis a que tem se submetido nos últimos anos, Grant Hill decidiu que esta é sua última tentativa de voltar as quadras. Se não der certo, e mais uma cirurgia for necessária, o craque do Orlando Magic vai encerrar a carreira. Até agora, foram quatro operações no tornozelo esquerdo, que lhe permitiram apenas 46 jogos nas últimas três temporadas. A recuperação segue em marcha lenta e a previsão de retorno para fevereiro não deve ser cumprida. Jogador, comissão técnica e médicos concordam que é melhor esperar até 2004-2005.

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FUTURO - O mesmo prazo vale para Jay Williams, que se recupera de um grave acidente de moto. Nas próximas semanas, o armador do Chicago Bulls deve falar com a imprensa numa entrevista coletiva. É uma pena que um jovem promissor tenha colocado a carreira em risco por causa de um acesso de imprudência. Vale lembrar que Williams estava sem capacete e não tinha licença para dirigir motos. Além disso, o contrato padrão de atletas da NBA proíbe o uso deste tipo de veículo, justamente pelo alto risco de acidentes.


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Ainda suspenso pelo Boston, Vin Baker admitiu o alcoolismo publicamente. O jogador embarcou num tratamento sério, está sem beber há seis meses e pretende voltar às quadras em breve. “A suspensão me deu a chance de uma nova vida”, garante. Força para ele.

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Pouca gente sabe, mas Voshon Lenard teve média de 14 pontos por partida na última temporada. É mais um bom reforço para o Denver Nuggets.

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Indiana e Seattle estudam seriamente a troca de Ron Artest por Brent Barry.

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Nick Van Exel em Nova York? Está aí uma química que pode dar certo. O espírito guerreiro do armador casaria bem com a torcida apaixonada dos Knicks. As negociações seguem a pleno vapor.

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(Foto – NBAE/Ronald Martinez)

7.9.03



GIGANTE ACORDADO




Shaq persegue a forma física



Faltavam cinco minutos para o fim do jogo quando Shaquille O’Neal foi para o banco de reservas. De fato, não havia mais motivo para mantê-lo em quadra. Naquele 15 de maio, mais de 18 mil torcedores viram o Los Angeles Lakers ser atropelado pelo San Antonio Spurs, que exatamente um mês depois, em 15 de junho, comemoraria o título contra o New Jersey Nets.

O sonho do tetra terminava ali, com o sabor azedo da derrota. Apesar dos 31 pontos naquela noite, o pivô carregava nos ombros boa parte da culpa pelo fracasso. O excesso de peso lhe arrebentava os joelhos, que mal agüentavam sustentar o corpo inchado. O nível de gordura no organismo superava os 20%, castigando os ossos e minando a mobilidade.

Eis que, antes do previsto, chegaram as férias. Para surpresa geral, as praias da Califórnia ficaram em segundo plano e Shaquille O’Neal, pasmem, virou um rato de academia.

Motivos para entrar em forma não faltam. As chegadas de Karl Malone e Gary Payton deixaram o grandalhão animado com a chance de retomar os trilhos da dinastia. Por outro lado, criou-se uma apreensão inevitável, acirrarando a disputa de egos na franquia. A estrela de Kobe Bryant, por sinal, sobe a cada ano. Diante de tamanha concorrência dentro do próprio elenco, convém não bobear.

Em julho, Shaq contratou como personal trainer um ex-fuzileiro naval que servia à Marinha em Portland. Desde então, sem alarde, a rotina inclui corridas leves, musculação, comida balanceada e um bocado de descanso para não maltratar as articulações. As mudanças de hábito já renderam quase dez quilos perdidos. No montante de 160, não chega a ser grande coisa. Mas é o suficiente para revelar uma disposição que parecia adormecida nos últimos anos.

Tudo isso não é apenas para garantir o fôlego ao lado de Payton, Malone e Bryant. A partir de outubro, a diretoria terá a opção de renovar antecipadamente o contrato de O’Neal. O pivô espera que lhe ofereçam o máximo permitido: US$ 121 milhões por três anos. “Seria ótimo se eles me fizessem essa oferta”, diz. “Acho que mereço.”

Assim, o esforço terá valido a pena.

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Enquanto astros como Shaq se enquadram nas cartilhas da disciplina, tem muito pé-rapado por aí fazendo besteira a torto e a direito. Vejamos o caso singular deste indivíduo chamado Joseph Forte.

Aos 23 anos, ele vive a expectativa de sua terceira temporada. O Seattle Sonics, no entanto, já deixou claro que ele não vestirá mais a camisa do time, mesmo que seja preciso pagar seu salário até o fim do contrato. Na verdade, a diretoria demorou (e muito) para tomar esta decisão.

Em dois anos de carreira, Forte tem um histórico invejável de tumultos. Já esmurrou um companheiro no vestiário; faltou a inúmeros treinos; recusou-se a ser incluído na lista de contundidos; agrediu um torcedor na Carolina do Norte; foi preso por porte ilegal de arma e drogas.

Somam-se a isso as sensacionais médias de pontos (1.2), rebotes (0.7) e assistências (0.6) por partida. É ou não é um atleta indispensável para a NBA?

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BRUXAS - Em inferno astral semelhante seguem Ruben Patterson e Atoine Rigaudeau. O primeiro, insatisfeito, pediu aos cartolas do Portland para ser negociado. Deveria saber que nenhum dirigente em sã consciência vai querer um encrenqueiro com quatro anos restantes em contrato (foi essa, aliás, a resposta que a diretoria lhe deu). O segundo era All-Star na Europa, passou vergonha no Dallas e foi mandado para o Golden State, que acaba de dispensá-lo! Se arrependimento matasse...

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DOCE LAR - No decorrer desta semana, o Houston Rockets abre as portas de seu novíssimo ginásio, o Toyota Center. A casa nova de Yao Ming tem 94 suítes de luxo, um restaurante cinco estrelas, uma adega de vinhos, paredes de madeira nobre e um telão gigante com resolução duas vezes maior que o normal. As poltronas são as mais confortáveis de toda a NBA, e nenhuma outra arena tem tantos banheiros. Enquanto não chega a inauguração, aqui você confere os últimos retoques na fachada, o vestiário do time e a visão de uma das suítes. O primeiro visitante será o New Orleans, dia 12 de outubro, em amistoso da pré-temporada. Para celebrar os novos tempos, o armador reserva Moochie Norris, dono de um dos black-powers mais estilosos da liga, passou a máquina zero na cabeleira.

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BABEL - Mavericks e Nuggets continuam disputando para ver quem inclui mais estrangeiros em suas fileiras. O Dallas, que já tem um alemão, um canadense, um francês, um mexicano e um de Ilhas Virgens, contratou o armador islandês Jon Stefansson. O Denver, que conta com um brasileiro, um esloveno e um da Geórgia, foi buscar na Holanda o pivô Francisco Elson.

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PLANTÃO POLICIAL - Na tarde de sábado, dois jovens foram assassinados com tiros na cabeça num luxuoso salão de beleza de Miami. O proprietário do estabelecimento é o pivô Alonzo Mourning. Há três semanas, ladrões invadiram a casa de Rod Strickland em Washington e roubaram uniformes antigos do jogador, que já passou por diversas equipes. As camisas estavam expostas nas paredes, protegidas em quadros de vidro.


:::::::: :::::::: Z O N A . M O R T A :::::::: ::::::::

Após três cirurgias, o joelho de Antonio McDyess está 90% recuperado. Mas como alegria de torcedor do New York dura pouco, um outro joelho tem sido motivo de preocupação: Allan Houston passou por uma artroscopia e é dúvida para o início da temporada.

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Jacques Vaughn está de volta a Atlanta. Em 2001-2002, quando estreou pelos Hawks, o armador errou seus 22 primeiros arremessos.

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Com quase 27 pontos de média, Pau Gasol é a grande estrela do campeonato europeu de seleções, que oferece três vagas para a Olimpíada de Atenas. Espanha, França, Lituânia e Grécia avançaram para as quartas-de-final e agora esperam os adversários que virão da repescagem. Sérvia (campeã mundial) e Grécia (sede) já estão classificadas para os Jogos.

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Por falar nisso, a França bateu a Itália, no sábado, por 82-52. Tony Parker passou quase todo o último quarto no banco. Que sina, hein...

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31.8.03



A BICADA DO PÁSSARO




O craque Larry Bird começou mal na cartolagem



Corria a tarde de quarta-feira na cidade de San Juan quando tocou o celular de Jermaine O’Neal. No outro lado da linha, Isiah Thomas anunciou em voz mansa que não era mais o técnico do Indiana Pacers. O’Neal desabou numa poltrona, soltou uma risada e perguntou se Thomas estava brincando. Não estava.

Consumava-se ali a primeira ação relevante de Larry Bird como presidente da franquia, uma espécie de estréia nefasta no cargo que ocupa desde o início de julho. Ao fim da ligação, o trio de personagens estava claramente definido: um cartola cheio de si, um técnico magoado e um All-Star enfurecido.

“Ele era mais que um técnico pra mim. Era como um pai”, O’Neal revelou à imprensa horas depois, numa entrevista coletiva. A notícia caiu para ele como uma bomba. Antes de renovar com os Pacers, o jovem pivô avisou o manda-chuva Donnie Walsh que só ficaria se Thomas continuasse no comando das pranchetas. Palavra empenhada, US$ 126 milhões extraídos do cofre, uma caneta para cada lado, contrato renovado.

Pouco tempo depois, Bird entrou na história.

O ex-craque do Boston Celtics avaliou o retrospecto recente do time e julgou indesculpável a queda abrupta de rendimento na reta final da última temporada regular. Vestindo a fantasia do chefe que precisa mostrar serviço, ele se empenhou em encontrar um culpado. E elegeu como vilão o homem que o enfrentou, há duas décadas, em batalhas históricas nos playoffs da NBA.

“Não sei com que time eu teria assinado, mas se soubesse que isso ia acontecer, não teria renovado com o Indiana. Ponto final.” Algo me diz que essas palavras de O’Neal são mais confiáveis que as de Donnie Walsh.

Além de causar a revolta do melhor jogador da equipe, a demissão de Thomas teve outro lado desagradável: o técnico sequer foi chamado por Bird para uma conversa. Não teve tempo de contar sua versão do fracasso no último campeonato. Não pôde nem explicar ao novo patrão que, no período da derrocada,

1) O padrasto de O’Neal tentou se suicidar.
2) A mãe de Jamaal Tinsley foi derrotada pelo câncer.
3) O sogro de Austin Croshere morreu repentinamente.
4) O temperamento de Ron Artest desandou.
5) A mão santa de Reggie Miller perdeu a calibragem de uma hora para outra.

Demissão sumária, nada de explicações. Assim, abriu-se o caminho para a contratação do amigo Rick Carlisle. O novo técnico terá em mãos o mesmo Artest enlouquecido, o mesmo Miller descalibrado, um Scot Pollard que não joga metade do que joga Brad Miller e (o mais grave de tudo) um Jermaine O’Neal pra lá de insatisfeito.

Boa sorte para a dupla Bird/Carlisle. E que Thomas encontre um chefe mais ético no próximo emprego.

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Na noite daquela quarta-feira, um atleta da seleção americana teve atuação apagada contra o México e foi eliminado com cinco faltas após ter jogado apenas 12 minutos. Adivinhe quem.

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POLÊMICA - Quem costuma passar por aqui com alguma freqüência já deve ter percebido minha simpatia pelo basquete de Allen Iverson. De fato, sua convocação para o Pré-Olímpico me agradou bastante, assim como vinham agradando suas atuações solidárias e esforçadas nas quadras de Porto Rico. Eis que, em plena semifinal, o baixinho invocado abandona o torneio por conta de uma lesão no polegar da mão direita. No calor da notícia, Renato Ribeiro, competente repórter do Sportv, informou que Iverson, na verdade, se envolveu numa pendenga disciplinar.

O atleta teria se esbaldado numa festa até alta madrugada e faltado a um evento beneficente, no qual bateria bola com crianças, irritando o técnico (e seu quase-desafeto) Larry Brown. Se realmente foi verdade (principalmente o bolo no evento), reprovo a atitude sem pestanejar. Até porque, na sexta-feira, Iverson gastou o dia de folga participando de um torneio de 3-contra-3 na região de Caguas. A brincadeira foi promovida pela Reebok, que tem com o jogador um contrato vitalício.

Em todo caso, continuo esperando dados mais concretos. É estranho que os grandes sites esportivos americanos (ESPN, CBS, Fox, Sports Illustrated) não tenham dado uma nota sequer sobre o fato. Mais estranho ainda é o episódio ter sido ignorado até agora pelos grandes jornais da Filadélfia (Inquirer, Daily News e New Observer), que adoram pegar no pé de Iverson. Prefiro não condenar ninguém antes da hora, e não acredito que a lesão no dedo seja apenas uma notícia de fachada, como insinuou o Sportv. O basquete americano nunca foi de encobrir atos de indisciplina. Ao contrário, sempre puniu publicamente os encrenqueiros.

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NERVOSINHOS - Justamente no dia em que o bad boy estava no banco, os americanos pareciam encapetados. Na semifinal de sábado contra Porto Rico, os ânimos esquentaram. Kenyon Martin, irritado, empurrou Daniel Santiago e gerou um tumulto desnecessário. Tracy McGrady, debochado, provocou Eddie Casiano antes de uma enterrada e quase armou uma confusão ainda maior. Não deu para entender.

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QUE FIQUE CLARO - Voltando ao Sportv: o narrador Luiz Carlos Júnior disse dezenas de vezes que Kobe Bryant não disputa o Pré-Olímpico por causa das acusações de estupro. Errado. Kobe foi cortado porque está se recuperando de cirurgias que fez no joelho e no ombro. Bem antes do escândalo sexual, já se sabia que ele não iria a Porto Rico.


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Danny Ferry trocou os Spurs pelos Pacers, mas deve tomar o caminho de volta em breve. Nos próximos dias, o Indiana deve dispensar o jogador, que assumirá um cargo técnico em San Antonio.

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Após perder Gilbert Arenas e Antawn Jamison, o Golden State corre o risco de ficar sem Jason Richardson, que foi condenado esta semana por violência doméstica e pode pegar alguns meses de cadeia.

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Pat Riley vai ter trabalho para encaixar Lamar Odom, Caron Butler, Eddie Jones e Dwyane Wade no time titular. Se conseguir, acreditem, o Miami Heat pode se tornar uma gratíssima surpresa.

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Alô cartolagem, atenção para o fim de feira: Jason Terry, Jim Jackson, Raja Bell, Tyrone Hill, Voshon Lenard, Rod Strickland, Brian Shaw, Gary Trent, Jacque Vaughn e Walt Williams ainda estão dando sopa por aí.

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(Foto – CBS/Sportsline)

24.8.03



CHANCE DE OURO




Iverson sobra dentro dos shorts, mas
pratica um basquete na medida exata




Cá entre nós, não há tanto o que falar sobre o Pré-Olímpico. Os americanos seguem passeando sem muito esforço e os brasileiros mostram um basquete mais sólido, apesar das panes esporádicas. Três jogadores, no entanto, parecem dispostos a mostrar algo além de um serviço burocrático: dois da seleção deles (Allen Iverson e Vince Carter) e um da nossa (Anderson Varejão).

Iverson quer provar a validade de sua convocação, contestada por causa da fama de bad boy. Quem acompanha a NBA sabe que o baixinho invocado do Philadelphia vinha pleiteando uma vaga no Dream Team há vários meses. Nas quadras de Porto Rico, ele não tem poupado esforços para justificar o chamado.

Livre do inferno astral das contusões, Carter ainda não reencontrou sua melhor fase no Toronto Raptors. Enfrentando seleções fracas, ele pode readquirir a forma e, de quebra, exibir seu amplo repertório de enterradas. Tem sido assim nessas primeiras partidas.

Anderson, por sua vez, agarra com unhas e dentes a oportunidade de mostrar aos gringos que pode figurar no próximo draft. Muita gente apostava que ele jogaria nos Estados Unidos já na temporada 2003-2004. Não deu. As fracas atuações nas finais do campeonato europeu deixaram os olheiros com um pé atrás. Agora surgiu uma nova chance de mostrar serviço. Varejão na pensou duas vezes: caprichou no penteado e no basquete.

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TROFÉU ABACAXI - Na contramão dos destaques, cada time tem seu eleito no quesito fracasso: Kidd lá, Nenê cá. O armador do New Jersey Nets aparece com um ou dois passes brilhantes por partida, daqueles que valem o ingresso, mas sua consistência ainda não deu as caras no torneio. O mesmo acontece com o nosso bom Hilário, que foi feliz na estréia e depois passou a desfilar atuações discretas. Até agora, o grandalhão não decolou.

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NOME CERTO - Hilário, aliás, é coisa do passado. O site oficial da NBA já registra o pivô brasileiro apenas como Nenê (com direito ao acento circunflexo). Em toda a liga, é o único atleta sem sobrenome. Não deixa de ser uma vitória pessoal.

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AUDIÊNCIA ZERO - Voltando ao Pré-Olímpico: se o grande objetivo era mostrar ao torcedor que o prestígio da seleção americana continua de pé, a missão não tem funcionado como previsto. Não pela qualidade das partidas, mas pela quantidade de espectadores. Nos EUA, o torneio só está sendo transmitido em pay-per-view. Culpa de Hector Figueroa, executivo da companhia porto-riquenha HF Sports. Foi ele que pagou US$ 2 milhões à FIBA pelos direitos de transmissão e recusou uma proposta da ESPN.

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AGORA VAI - Demorou, mas engrenou. A troca de Nick Van Exel por Antawn Jamison despertou o espírito negociador em Mark Cuban. O Dallas Mavericks já assinou com o armador Travis Best (preenchendo um buraco que se abriu na armação) e pretende se livrar de Chris Mills assim que possível. O ala veio como contrapeso na transação com o Golden State e vai continuar sendo moeda de troca. A idéia de Cuban é reforçar o garrafão.


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O Sacramento Kings é o 12º time na carreira de Tony Massenburg. O ala, que tem justamente 12 anos de NBA, igualou o recorde de Chucky Brown, até então o maior nômade da história da liga.

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Os asilos da Flórida já começam a temer a concorrência. Tim Hardaway, de 36 anos, e Steve Smith, de 34, podem voltar a vestir a camisa do Miami Heat. Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco o próprio Pat Riley vai entrar em quadra.

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US$ 90 milhões com a Nike, US$ 5 milhões com a Upper Deck, US$ 12 milhões com a Coca-Cola. LeBron James ainda nem estreou como profissional e já garantiu com folgas sua independência financeira.

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Foi constrangedor ver um reserva de Ilhas Virgens, de câmera em punho, filmando o jogo contra os Estados Unidos. Dá para entender a admiração, mas tietagem tem limite.

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(Foto – Andrew D. Bernestein/NBAE)

17.8.03



CARTADA DE ÚLTIMA HORA




Musselman não poderá mais contar
com a habilidade de Antawn Jamison





O falastrão Mark Cuban já estava com uma das mãos no troféu abacaxi desta pós-temporada. Era o favorito absoluto para receber o selo de cartola fracassado do verão americano, afinal o Dallas Mavericks embarcou numa fossa olímpica após a eliminação nos playoffs. A letargia se estendeu pelo período de negociações e a equipe se limitou a aplaudir a perícia administrativa dos rivais do Oeste. Enquanto Lakers, Wolves, Kings e Spurs injetavam ainda mais talento em suas fileiras, Cuban gastava tempo proferindo impropérios sobre o caso Kobe Bryant.

Eis que, no entanto, o fim de semana chegou. E o Dallas, enfim, disparou seu tiro certeiro.

Quando as luzes de segunda-feira se acenderem no escritório da NBA, será oficializada uma troca respeitável com o Golden State Warriors. Nick Van Exel, Evan Eschmeyer, Popeye Jones e Avery Johnson darão lugar a Antawn Jamison, Danny Fortson, Chris Mills e Jiri Welsch.

O Texas perde a experiência de Van Exel, e só. Eschmeyer, Jones e Johnson foram apenas peças de decoração na última temporada; não farão a mínima falta. Em troca, Cuban pescou o habilidoso Jamison, estrela em ascensão que há muito tempo merecia uma oportunidade num time de ponta. De quebra, o reboteiro Danny Fortson e seus 118 quilos se apresentam para reforçar um garrafão esquálido.

Jamison chega na hora certa para preencher (com muito mais qualidade) o vazio deixado por Adrian Griffin, que assinou com o Houston Rockets. Sendo assim, os Mavs passam a formar com LaFrentz, Nowitzki, Jamison, Finley e Nash. A despeito de um pivô razoável, são quatro excelentes opções de ataque, privilégio que até agora só era possível encontrar em Los Angeles. O banco recebe o reforço de Fortson e continua afiado, com Bradley, Najera, Abdul-Wahad, Williams e Bell (os dois últimos ainda com passe livre), sem falar no calouro Josh Howard.

Pronto. Após semanas consecutivas de inércia, o Dallas fez o dever de casa. Mais uma vez, está confortavelmente instalado na elite.

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PERDAS - E o Golden State? Para quem já perdeu Gilbert Arenas e deve perder Earl Boykins, não chega a ser de todo ruim substituir a dupla por Van Exel e Speedy Claxton. O problema é que temos aí a história do cobertor curto. Ao equilibrar a armação, abre-se um rombo na ala. Sem Jamison, todo o peso ficará nos ombros de Troy Murphy, que desde já passa a rezar por boas atuações do calouro francês Mickael Pietrus.

Em seu terceiro ano de NBA, Jason Richardson vai ter de provar que suas habilidades vão além das enterradas acrobáticas. Pena que as saídas de Jamison e Arenas sejam o bastante para desmantelar um dos times mais empolgantes do último campeonato. A não ser por um milagre, o playoff continua sendo apenas um sonho.

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NOVO CARTEIRO - J-Rich não é o único atleta com um desafio espinhoso pela frente. Keon Clark abandona o posto de eterno coadjuvante no Sacramento Kings para assumir, em Salt Lake City, uma posição que nos últimos 18 anos foi ocupada por Karl Malone. Clark deixou a Califórnia em boa hora. Sua relação com o técnico Rick Adelman ficou um bocado estremecida quando Chris Webber se machucou no último mata-mata. O substituto, para surpresa geral, foi o instável Hedo Turkoglu. “Ali eu percebi que a coisa era política”, acusa Clark, evitando se comparar a Malone: “Nunca haverá outro Carteiro; mas eu também posso fazer minhas entregas”.

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LARGADA - Liderada por Tim Duncan, a nova versão do Dream Team não chegou a dar show, mas mostrou à sua torcida que o destino do basquete americano no Pré-Olímpico deve ser bem diferente da atuação pífia no campeonato mundial. No amistoso contra Porto Rico, hoje cedo, em Nova York, os Estados Unidos venceram por 101-74, com 21 pontos e 15 rebotes de Duncan. Tracy McGrady marcou 15 pontos e Ray Allen, 14. Respaldados pela boa atuação de Carlos Arroyo, os porto-riquenhos engrossaram a partida até o terceiro quarto, quando perdiam por apenas 3 pontos. No período final, entretanto, os EUA fizeram 26-8 e fecharam a tampa. O próximo compromisso das feras é para valer: a corrida por uma vaga em Atenas começa na quarta-feira, contra o Brasil de Nenê e Leandrinho.

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FICÇÃO? - Terminaram em fevereiro as filmagens de um longa-metragem independente que narra o drama de um astro do basquete acusado de estupro. Poucos meses depois, quando a vida imitou a arte e Kobe Bryant se viu envolvido em enredo idêntico, o diretor Jennifer Harper mal acreditou. Por trás da coincidência, um detalhe ainda mais curioso: o financiador do filme é o pivô Dale Davis, do Portland Trail Blazers. “Não quero fazer publicidade com a situação de Kobe”, garantiu Davis, que investiu US$ 1 milhão no projeto.


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Jerry West parece esmerado em continuar a série de lambanças no Memphis Grizzlies. À procura de um grandalhão, o cartola trabalha com uma lista que inclui Nazr Mohammed, Adonal Foyle, Erick Dampier, Jerome James e Vitaly Potapenko. Lamentável.

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Após muita conversa, o Indiana Pacers acertou a renovação de Reggie Miller. O contrato deve ser oficializado no decorrer da semana, com valores bem modestos.

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Se Lamar Odom for mesmo para Miami, Eddie Jones deve fazer as malas logo depois. A tática é reservar espaço na folha salarial e fazer uma proposta ousada por Kevin Garnett no ano que vem.

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Aos 38 anos, Arvydas Sabonis sai de cena. Com seu estilo desajeitado, o pivô lituano foi um dos maiores responsáveis pela abertura da NBA para os estrangeiros. Em tempos de carência embaixo da cesta, vai deixar saudade.

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(Foto - Rocky Widner/NBAE)

10.8.03



DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL




Kenyon Martin não abre mão de seus valiosos dólares



O amigo consegue imaginar a suave quantia de 66 milhões de dólares pingando em sua conta bancária ao longo dos próximos seis anos? Com a ajuda da calculadora, fica um pouco mais fácil. Para se ter uma idéia, é dinheiro suficiente para comprar, a cada ano, 22 coberturas na Av. Vieira Souto, um dos pontos mais caros do Rio de Janeiro, em frente à praia de Ipanema. Se apartamentos não o atraem, que tal gastar a fortuna com 140 carros populares por mês? Ou 4 mil computadores por semana? Ou quem sabe 15 mil Big Macs por dia?

Agora imagine se essa bolada trouxesse a reboque a oportunidade de jogar basquete ao lado de Jason Kidd e Alonzo Mourning, com chances reais de conquistar o título da NBA. Que tal?

Pois saiba que o doutor Kenyon Martin acha tudo isso muito pouco.

A um ano do fim de seu contrato com o New Jersey, o ala desistiu de renovar com o time porque não está disposto a fechar por menos de US$ 87 milhões. Como os Nets só admitem desembolsar US$ 66 milhões, Martin pediu para ser negociado. Quanta inteligência.

Que o rapaz é um astro em ascensão, ninguém duvida. Em sua terceira temporada, ele já acumula dois títulos do Leste, e seus músculos respondem por boa parte deste mérito. A força física e a habilidade embaixo da cesta o credenciam a bater na porta da elite da posição. O que não dá para entender é a decisão de pular do barco justamente agora que o elenco se fortaleceu, que o garrafão ganhou mais poder, que a síndrome do vice pode dar lugar à glória do anel de campeão.

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Por conta dessa ligeira ganância monetária, Martin pode acabar no Portland Trail Blazers, que vive imerso em pólvora devido às brigas constantes no grupo. A troca mandaria ainda Dikembe Mutombo para o time de Maurice Cheeks, enquanto o New Jersey receberia Rasheed Wallace e Ruben Patterson.

Bom negócio para o Portland, que enfim se livraria de Wallace; para Mutombo, que evitaria o marasmo da reserva de Mourning; para Patterson, que pode se tornar um dos melhores reservas da liga; até para os Nets, que não teriam do que reclamar com um quarteto do naipe de Kidd-Jefferson-Rasheed-Alonzo. Só quem sai no prejuízo é o próprio Martin, que poderá comprar algumas coberturas a mais na Vieira Souto, mas vai ficando cada vez mais distante do cobiçado título.

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Lamar Odom faz check-in hoje no aeroporto de Miami e pega um avião de volta a Los Angeles para ter uma conversa com Elgin Baylor, cartola dos Clippers. O objetivo é convencê-lo a não cobrir a proposta feita pelo Heat.

O habilidoso ala tem repetido nas últimas semanas que “é hora de ir para outro lugar”. O destino é mesmo o Miami de Pat Riley, que ainda não oficializou a proposta pelo jogador, mas está disposto a pagar US$ 60 milhões por seis anos. Como Odom não chega a ser um Kenyon Martin, a quantia está para lá de boa.

O Los Angeles tem se mostrado um invejável pilar de resistência neste verão americano. Já conseguiu segurar Elton Brand (assediado pelo próprio Heat) e Corey Maggette (que quase foi para Utah). Mesmo que Odom vá embora, o saldo ainda será positivo.

Em Miami, a contratação é encarada como a última esperança para evitar uma campanha vergonhosa. Sem Alonzo Mourning e com um banco que beira o ridículo, Riley precisa de reforços com urgência. A chegada dos razoáveis John Wallace e Loren Woods não anima nem o torcedor mais otimista.

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Em sessão que durou apenas sete minutos e decepcionou centenas de repórteres e fotógrafos, Kobe Bryant bateu ponto no tribunal de Eagle (Colorado) na última quarta-feira e teve seu depoimento preliminar marcado para o dia 9 de outubro. Algumas horas antes de o jogador chegar à corte, a imprensa americana divulgou a informação (com fontes não reveladas) de que Kobe teria bloqueado a porta quando a vítima do suposto estupro tentou sair do quarto de hotel onde ambos estavam em 30 de junho.

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Quando Bryant der seu depoimento no início de outubro, a pré-temporada da NBA estará em seu quinto dia, e os Lakers já terão feito duas partidas (ambas contra o Golden State). Alguns amistosos já despertam grande expectativa. LeBron James estréia numa terça-feira (dia 7), quando seu Cleveland enfrenta o Detroit de Darko Milicic. No mesmo dia, Leandrinho e o Phoenix recebem o New Jersey de Kidd e Mourning. Na quarta, o campeão San Antonio pega o Memphis e, na quinta, tem Leandrinho contra Nenê em Denver.


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O Utah Jazz ainda briga por Jason Terry e Stephen Jackson. É pouco, muito pouco, para quem tinha Malone e Stockton.

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Terry Porter assume o posto de técnico do Milwaukee com uma missão espinhosa pela frente: fazer o time vencer sem Glenn Robinson, Ray Allen, Sam Cassell, Gary Payton...

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No ginásio universitário da zona oeste de Manhattan, a seleção americana começa hoje os treinamentos para o Pré-Olímpico de Porto Rico, marcado para o fim do mês. Só lembrando o plantel: Tim Duncan, Karl Malone, Jermaine O’Neal, Elton Brand, Richard Jefferson, Nick Collison, Vince Carter, Tracy McGrady, Allen Iverson, Ray Allen, Mike Bibby e Jason Kidd. A estréia desta turma, adivinhem, é contra o Brasil, no dia 20.

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O site NBA.com está promovendo uma eleição para escolher a melhor foto da última temporada. Cá entre nós, as concorrentes não chegam a empolgar. Por isso remexi os arquivos com imagens que guardei ao longo do campeonato e resolvi fazer meu Top-10 paralelo. Aí vai:

10. A enterrada do ano, por Amare Stoudemire.

9. Othella Harrington perde a cabeça.

8. Dirk Nowitzki se engancha em Tim Duncan.

7. Não há bola perdida para Kevin Garnett.

6. Allen Iverson celebra uma vitória no playoff.

5. A concentração inabalável de Troy Hudson.

4. O passe mágico de Kobe Bryant.

3. Desmond Mason voa alto.

2. T-Mac brinca de levitação.

1. Jason Richardson anda no ar.

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(Foto de abertura - Noren Trotman/NBAE)

27.7.03



OPERAÇÃO SILENCIOSA




Nesterovic vai dividir espaço
no garrafão com Tim Duncan




Até hoje, a informação é meio nebulosa. Gregg Popovich, técnico e dirigente do San Antonio Spurs, prefere trancar o assunto numa gaveta enferrujada do passado. As línguas mais afiadas, porém, garantem que ele trabalhou como espião militar no início dos anos 70, quando serviu à Aeronáutica americana.

Pelo que se vê hoje, até que faz sentido.

Agindo em silêncio, sem alarde ou estardalhaço, Pop mexeu uma peça aqui, outra ali, e fez do San Antonio Spurs versão 2003-2004 um time ainda melhor do que o campeão de 2002-2003. Enquanto Malone, Payton, Kidd e Mourning guiavam todos os holofotes para Los Angeles e New Jersey, os defensores do título executaram movimentos cirúrgicos, capazes de dar um trato no elenco e deixá-lo em pé de igualdade com os famintos rivais do Oeste.

Na calada da noite, o San Antonio perdeu Danny Ferry (ou seja, não perdeu ninguém) e ganhou Rasho Nesterovic, Hedo Turkoglu, Ron Mercer e Robert Horry. Está aí um cartola que sabe agir no escuro.

Obviamente não precisamos levar em conta a inevitável saída de David Robinson, prevista há um bocado de tempo. A turma que ficou, unida à que chegou, devolve os Spurs ao altar dos favoritos.

Em uma equipe que prima pela versatilidade, Mercer e Turkoglu se encaixam como luvas. Nenhum dos dois é gênio, mas ambos têm múltiplas habilidades. Nesterovic é bom o bastante para suprir o jogo razoável apresentado pelo Almirante no fim da carreira. Quanto a Horry, não podemos cobrar dele a constância do gatilho fatal que tantas vezes derrubou os adversários dos Lakers. Mas em condições especiais o veterano pode, sim, mostrar serviço. Na reserva de Tim Duncan, ele não terá muitos minutos em quadra, e seu papel será semelhante ao de Steve Kerr: contribuição esparsa, mas sólida.

Incluindo no caldeirão um ano a mais de experiência para Tony Parker e Manu Ginobili e o jogo correto de Malik Rose e Bruce Bowen, temos novamente uma senhora esquadra. Dá até para fazer uma caridade ao Denver e liberar Stephen Jackson.

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CHEGA - Cansado das repetidas eliminações na primeira rodada dos playoffs, o Minnesota Timberwolves jogou a cautela para o alto e salpicou talento ao redor de Kevin Garnett. O time titular terá três belas novidades em relação ao último campeonato: Latrell Sprewell, Sam Cassell e Michael Olowokandi. Trata-se de uma respeitável injeção de ânimo para um grupo que estava na iminência de se acostumar com o fracasso. O trio de reforços estava mesmo precisando respirar novos ares. Spree só faltou ser enxotado de Nova York; Cassell perdeu prestígio em Milwaukee no episódio da contratação de Gary Payton; e Olowokandi não agüentava mais perder, perder, perder. Ao lado de KG, Wally Szczerbiak e Troy Hudson, pintou a chance da sorte grande.

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PRUDÊNCIA - O Sacramento perdeu dois reservas (Turkoglu e Scot Pollard) e ganhou um titular (Brad Miller). Sempre tive com este pivô um certo grau de implicância. Miller só conquistou um lugar ao sol devido à carência crônica da posição, por isso não vejo motivo para colocá-lo na elite dos grandalhões da liga. Ainda assim, fez muito bem a diretoria dos Kings. Com a proximidade da aposentadoria de Vlade Divac, era preciso investir logo em alguém capaz de garantir alguma qualidade embaixo da cesta. No fim das contas, o branquelo desajeitado será mais uma peça útil para Rick Adelman.

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ABISMO - Parecia impossível, mas o Oeste ficou ainda mais forte. Para comprovar isso, proponho um rápido exercício de imaginação, formando duas seleções de jogadores roubados da conferência rival. O Leste engrossou suas pobres fileiras com Campbell, Pollard, Howard, Pippen e Arenas. Já o Oeste afanou Miller, Sprewell, Mercer, Cassell e Payton. É fácil notar quem levou vantagem.

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PROJETO 2005 - Muita gente criticou os engravatados do Atlanta, que liberaram Glenn Robinson e receberam Terrell Brandon na transação com Wolves, Sixers e Knicks. Brandon tem a carreira ameaçada por uma grave contusão, e provavelmente não jogará um minuto sequer pelos Hawks. A estratégia, no entanto, é de longo prazo. Praticamente todos os atletas do elenco têm contrato vencendo em julho de 2005. Até lá, a equipe deve fazer apenas figuração em quadra, preparando o terreno para uma faxina geral que vai possibilitar a chegada de pelo menos dois jogadores de primeira linha com passe livre. A tática é arriscada, mas a ousadia não deixa de ser elogiável.

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ARMADILHA - Na falta de ação verdadeira, a imprensa americana começa a inflar as cotações dos atletas que se destacam nos torneios de verão. Não vale a pena cair nessa. As disputas só reúnem gente do segundo escalão para baixo, por isso os grandes nomes têm sido Frank Williams, Mike Dunleavy, John Salmons, Jannero Pargo, Melvin Ely, e por aí vai. Para se ter uma idéia, o MVP do Rocky Mountain Revue, em Salt Lake City, foi Lonny Baxter, do Chicago Bulls. Precisa dizer mais?

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SEM PRESSA - Parabéns ao Leandrinho, que enfiou 20 pontos no San Antonio. Stephon Marbury, claro, não jogou, e o cestinha dos Spurs foi um sujeito chamado Amemdola Okalaja. Portanto, nada de conclusões precipitadas. Vamos deixar para avaliar o brasileiro quando começarem os amistosos da pré-temporada em setembro.


:::::::: :::::::: Z O N A . M O R T A :::::::: ::::::::

O esforço é válido, mas, cá entre nós, Juwan Howard não resolve o problema do Orlando Magic. Para um grupo que já tem Drew Godden como um promissor ala de força, seria mais oportuno investir num pivô que pudesse, de fato, garantir rebotes e distribuir tocos no garrafão.

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O Dallas Mavericks continua comendo mosca. Mark Cuban ainda tenta trocar Raef LaFrentz por Kurt Thomas. Que tédio.

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Elden Campbell quer ser titular no Detroit, que tem Ben Wallace e Darko Milicic embaixo da cesta. Menos, vovô, menos.

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Um juiz do caso Kobe Bryant permitiu a presença de câmeras de TV na sessão prevista para 6 de agosto. É impressão minha ou já paira no ar um clima semelhante ao do julgamento de OJ Simpson?

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(Foto - NBAE)

20.7.03



MAUS LENÇÓIS




Enquanto Malone chega, Kobe se complica



“Meu erro foi o adultério. Tenho de dar satisfações à minha esposa e a Deus pelas ações naquela noite. Rezo para que ambos me perdoem. Nada do que aconteceu no dia 30 de junho foi contra a vontade da mulher que agora falsamente me acusa.”

Kobe Bryant está literalmente em maus lençóis.

As aspas acima, reproduzidas mundialmente na sexta-feira, ilustram o drama enfrentado pelo astro do Los Angeles Lakers, justo agora que seu time resolveu reforçar o elenco com Gary Payton e Karl Malone, criando um prognóstico otimista dentro da quadra. Como as informações chegam ao Brasil em pílulas esparsas, proponho usar este espaço para lançar alguma luz sobre o triste episódio, que pode mudar o rumo de uma das carreiras mais estelares do basquete.

Antes de mais nada, cabe esclarecer que a acusação sofrida por Bryant não é de assédio sexual (como parte da imprensa brasileira tem mencionado), e sim de abuso/violência sexual. Ou seja, estupro. O mal-entendido se dá na tradução do termo em inglês, “sexual assault” (abuso), bem mais grave que “sexual harassment” (assédio).

O craque vai se apresentar à Justiça no início de agosto, acusado de ter violentado uma jovem de 19 anos. A suposta vítima trabalha num spa ao lado do resort onde o atleta estava hospedado em 30 de junho, na cidade de Vail (Colorado), para operar o joelho direito no dia seguinte. Se a condenação vier, a pena pode chegar a quatro anos de prisão.

Não convém, a esta altura, tirar conclusões precipitadas. Os advogados vão a campo em ambos os lados, e nos resta aguardar a decisão judicial. Em todo caso, o jogador dificilmente conseguirá apagar a mancha na imagem de bom rapaz.

Na melhor das hipóteses, se for absolvido do abuso sexual, Kobe vai carregar o rótulo de adúltero. O alarde da imprensa já basta para arranhar sua reputação. Neste caso, é bom deixar claro, o assunto passaria a ser doméstico. Ninguém tem nada a ver com tal história, a não ser ele, a mulher e a amante-relâmpago. Qualquer condenação moral na esfera esportiva seria hipócrita. Falhas desta ordem acontecem em diversas famílias.

Na pior das hipóteses, se for condenado, o quadro se complica, e muito. Afinal de contas, trocando em miúdos, lugar de estuprador é na cadeia, seja ele quem for. Quem pratica qualquer ato de violência contra uma mulher, especialmente no plano sexual, deve ser punido como manda a lei.

Andes do veredicto, o caso ainda vai passar por uma série de meandros, recursos, idas e vindas. Será que a mocinha está querendo se aproveitar da fama do tricampeão para arrancar dele um polpudo acordo financeiro? Pode ser. Será que o atleta realmente pisou na bola? Seria uma grande decepção. O julgamento não cabe a nós. Para isso existem promotores, defensores e juízes.

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SURREAL - A turma de Sacramento que me perdoe, mas parece piada esta história da contratação de Dennis Rodman. O boato surgiu forte durante a semana, quando o ícone máximo da indisciplina na NBA jantou com os irmãos Maloof, proprietários da equipe. Pelo visto, o obstáculo da negociação foi puramente financeiro, já que a dupla de cartolas parece cansada da política de torrar dólares a torto e a direito. Preocupante é saber que o critério técnico-físico sequer foi levado em conta. Ou seja, se houvesse dinheiro disponível, aquele elenco coeso receberia um senhor de 42 anos conhecido por arrumar algumas das piores confusões da história da liga. Rodman, que encerrou sua carreira há três anos com passagens curtas e polêmicas por Los Angeles e Dallas, disse que vestir o uniforme dos Kings seria “uma oportunidade deliciosa de ferrar os Lakers”. Menos, bad boy. Na verdade, ferrado estaria o pobre torcedor do Sacramento.

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FOLGA MONETÁRIA - David Stern e seus comparsas decidiram que o teto salarial para a temporada que se aproxima será de US$ 43.8 milhões, o que representa um aumento de US$ 2 milhões em relação ao último campeonato. A mudança beneficiou alguns times, como o Washington Wizards, que agora acumula US$ 8.5 milhões para gastar no mercado. A quantia deve ser suficiente para seduzir Gilbert Arenas, que ostenta o chamado passe livre restrito (ou seja, o Golden State tem prazo de 15 dias para cobrir qualquer proposta recebida pelo atleta). O problema é que no cofre dos Warriors só há US$ 4 milhões para segurar o rapaz. Arenas só fica se houver uma reformulação no elenco.

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TUDO POR BRAND - Pat Riley jogou pesado e saiu derrotado. Sem Alonzo Mourning, o técnico-cartola do Miami Heat apostou todas as suas fichas numa proposta de US$ 84 milhões por Elton Brand, um reforço de primeira linha para o time da Flórida. A situação de Brand, porém, era a mesma de Arenas, e o Los Angeles Clippers igualou a oferta. Com isso, o ala permanece na Califórnia, em boa parte graças aos esforços do novo treinador, Mike Dunleavy, que exigiu a renovação do jovem astro. A expectativa é que a mesma política sirva para Corey Maggette (assediado pelo Utah), mas não para Andre Miller, que deve mesmo ir para Denver. O próximo alvo de Riley passa a ser Lamar Odom.

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REFORÇO MORAL - Aos 37 anos, Scottie Pippen está de volta a Chicago. Com experiência de sobra, o veterano pode dar boas dicas à garotada que se amontoa no elenco dos Bulls. Mas, cá entre nós, sua contratação soa mais como uma jogada psicológica do gerente e ex-colega John Paxson, interessado em vender a idéia de que tudo voltará a ser como nos bons tempos. A sólida campanha do Portland credencia Pippen como velhinho salvador, mas seu destino não deve ser muito diferente de um Romário no Fluminense ou um Edmundo no Vasco: muita experiência, alguma eficiência e pouquíssimos resultados.


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Antonio Daniels chega a Seattle para ser titular. É bom jogador. Após seis anos na sombra de armadores mais habilidosos, ele finalmente terá a oportunidade de mostrar serviço, com a ajuda providencial de Ray Allen.

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O Boston Celtics acertou ao renovar o contrato de Walter McCarty, que não é nenhum gênio mas funciona bem como reserva.

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Rasho Nesterovic em San Antonio, Michael Olowokandi em Minnesota, e eu com um pé atrás. Acho excessiva a badalação em torno dos dois. São pivôs razoáveis, nada muito além disso.

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(Fotos – NBAE)

13.7.03



TIME DOS SONHOS




Se tivesse uma bola de cristal,
Malone veria dias animadores




Após três anos de dinastia, o Los Angeles Lakers trombou com Tim Duncan e sentiu gosto amargo do fracasso. Pelo visto, o sabor não agradou nem um pouco. Decidida a recolocar a franquia no caminho das glórias, a diretoria resolveu jogar pesado. Em meio aos dólares escassos, o anel de campeão tornou-se uma isca infalível para seduzir uma dupla de All-Stars que chega para formar, ao lado de outro par de craques, um time titular sem paralelos na NBA. A receita é parecida com a do Real Madrid: preencher os uniformes com talento de primeiro nível e deixar o resto nas mãos do técnico.

Karl Malone, Gary Payton, Kobe Bryant e Shaquille O’Neal formam o Dream Team que Phil Jackson pediu a Buda.

Se vai dar certo, só o tempo dirá, até porque o banco de reservas é ruim de doer. Mas o mestre-zen é o único treinador que pode encher a boca para dizer que tem quatro atletas fora-de-série à sua disposição. Na beira da quadra, sua missão primordial vai ser administrar os egos inflados. Encaixar um ala de ligação ali no meio chega a ser uma tarefa irrelevante. Coitado de Devean George, mal vai pegar na bola.

Sinceramente, não creio que haverá uma batalha para ver quem atrai mais holofotes. Payton e Malone, ambos na curva final da carreira, sacrificaram o bolso pelo sonho de conquistar um título. O armador desprezou uma oferta mais gorda do Milwaukee e o ala se contentou com pífios honorários. Se a dupla afrouxou a ganância financeira para almejar o belo troféu dourado, não vale a pena estragar tudo no terreno da vaidade. Ficamos combinados assim: Kobe e Shaq comandam o show; e os recém-chegados fornecem a ajuda que faltou na última temporada.

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Todo mundo sabe que Karl Malone não tem exatamente o perfil do sujeito boa praça. Em dezoito temporadas, o ala desandou a falar besteiras por aí e criou um punhado de antipatias. Mas acusá-lo de traidor e egoísta por ter deixado Salt Lake City soa como choro de torcedor saudoso. É até compreensível que os fãs do Utah Jazz fiquem chateados com seu ídolo, assim como a turma de Chicago não gostou nem um pouco de ver Michael Jordan envergando um uniforme azul por duas temporadas. Partir em busca de uma realização pessoal, no entanto, não significa jogar por terra uma história de quase duas décadas.

O que Malone fez pelo Jazz jamais será apagado. O público de Utah viu, ao vivo, durante anos a fio, a construção da carreira de um dos maiores alas-de-força de todos os tempos, se não o maior. Foram 14 seleções para o All-Star Game, dois títulos de MVP, duas medalhas de ouro olímpicas e uma dobradinha memorável com John Stockton. O anel só não veio porque Jordan apareceu duas vezes no caminho.

Se vier agora, com os Lakers, poderemos até discutir a divisão percentual da conquista, dependendo das atuações de cada estrela. Mas não há mal algum em perseguir o sucesso. Malone não está pisando em ninguém, não está passando colegas para trás, não está manchando em nada sua bela carreira. Ao contrário, está enfrentando um baita desafio. Ele sabe que, caso o troféu não venha, os críticos vão babar de felicidade.

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IRONIA - Um dos pontos mais curiosos de toda essa discussão é saber que Malone usa o número 32, que em Los Angeles foi aposentado em homenagem a Magic Johnson, um dos maiores gênios do basquete, discriminado pelo próprio Malone quando se anunciou portador do vírus HIV.

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SOZINHO - Triste é a situação de Jerry Sloan, que renovou seu contrato com o Jazz e ficou a ver navios, sem suas grandes estrelas. Que ninguém se iluda: contratar Andre Miller e um punhado de atletas medianos não vai fazer do Utah um grande time. Se a folga salarial não for bem empregada, o torcedor terá de se contentar com um elenco medíocre, que tem tudo para repetir o trágico destino dos Bulls na era pós-Jordan.

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NOVA FORÇA - Ao levar seus músculos para New Jersey, Alonzo Mourning põe mais lenha na fogueira de expectativas para a próxima temporada. Como ninguém manda nos caprichos do organismo, convém manter uma certa dose de cautela. Mas se os problemas de saúde não atrapalharem, os Nets terão em 2003-2004 um time tão bom quanto os afamados medalhões do Oeste. Mourning é um daqueles jogadores que equilibram magistralmente habilidade e força física. Na elite dos pivôs da NBA, não há mais ninguém com essa característica. Além da qualidade garantida embaixo da cesta, vale festejar a permanência do All-Star Jason Kidd, que decidiu renovar por seis anos. Somando-se a isso a evolução natural de Kenyon Martin e Richard Jefferson, além da vontade engasgada de rasgar o rótulo de vice-campeão, vai ser duro segurar a turma de Byron Scott.

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VAMOS DEVAGAR - Com a renovação de Jermaine O’Neal, a imprensa americana já lista o Indiana Pacers como um dos favoritos no Leste. Discordo. Ainda há muitas perguntas em aberto. Os Millers (Brad e Reggie) vão permanecer? Ron Artest vai tomar jeito? Al Harrington vai desabrochar? Jamaal Tinsley vai aprender a jogar basquete?

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DECEPÇÃO - San Antonio e Dallas, as duas maiores forças do Texas, têm se dado muito mal neste período de negociações. Os Spurs vêem seus pretendentes tomando rumos distintos: Malone e Mourning acertaram com outras equipes, enquanto Kidd, O’Neal e PJ Brown concordaram em renovar seus contratos. E agora? O que fazer com todo aquele dinheiro? Gastar com Michael Olowokandi ou Brad Miller? Sinceramente, acho que vale mais a pena guardar para o ano que vem. Os Mavs de Mark Cuban, por sua vez, fizeram muito alarde e acabaram comendo mosca. Terão de se contentar com o segundo escalão.

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(Foto – Jed Jacobsohn/NBAE)